Long Live Rock and Roll

Long Live Rock and Roll
Certa vez ouvi de um amigo que o Rock estava vivo de novo e então respondi : "Ele nunca morreu."

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Sobre expectativas e imperfeições

Se algum dia eu ouvir algo do tipo "Ah Thiago, não achei que tu fosse assim." ou "Eu esperava mais de ti, pensei que tu fosse diferente.", só direi isso :

Se nem Jesus agradou a todos, quem sou eu para agradar todo mundo ?

Se as pessoas realmente gostam de ti, elas irão tentar compreender ou aceitarem a lidar com o que elas acham que são os seus pontos fracos ao invés de criarem inúmeras expectativas e ficarem idealizando 100% em torno da sua imagem ou de suas ideologias.

Nossas imperfeições nem sempre precisam ser corrigidas, pelo contrário, às vezes servem para que também possamos levar em mútuas ou maiores considerações, os nossos pontos fortes...e muitas vezes podem ser contrapontos ou complementos que talvez justifiquem o porquê de querermos conviver uns com os outros. São elas que nos tornam humanos e únicos à nossa maneira.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

As pessoas são como discos

Parando aqui para refletir, as pessoas são como discos...

Cada uma possui um ano de lançamento e suas próprias músicas sejam elas de curta ou longa duração.

Porém, muitos não estão interessados em ouvirem o lado B e acabam contentando-se apenas com os Greatest Hits.

Existem os discos "raros" que todo mundo procura, mas ninguém sabe o valor que eles tem.
Existem os discos comuns que as pessoas acham por aí, ouvem algumas vezes e depois enjoam.
E tem discos que ninguém quer ouvir por julgarem a capa.
E tem discos que a capa tem uma arte maravilhosa mas o som é uma porcaria.
E tem discos que são ouvidos, mas ninguém os cuidam.
Há discos que ficam guardados nas prateleiras pegando pó e ninguém aparece para dar uma limpadinha de vez em quando.
O resultado são os arranhões. Alguns superficiais e outros bem profundos em partes de músicas que ficam fadadas a repetir e repetir...

E os colecionadores não percebem que também são discos...e vice-versa...

domingo, 10 de agosto de 2014

Idéias aleatórias que surgem durante estudos semanais

O próprio fato da existência de todas as coisas já é algo bem interessante para levantarmos questionamentos...

E se por acaso tudo do que estamos fazendo ou não fazendo não é real ou então no fundo não faça o mínimo sentido ?

Será que o que conhecemos por "sentido" realmente faz algum sentido ?

E se a humanidade, o mundo ou até mesmo o universo inteiro não passar apenas de uma piada sem graça ou de mau gosto ?

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Vai em paz, Renato...


Que trairagem que tu fizestes conosco, hein seu "proxeneta", seu "semandija" !!! Por que viestes com este "ora vejas" para cima de nós ???

Ontem aos 35 anos, foi-se um Libriano que garantia riso fácil. Seja com suas vestimentas, com sua interpretação, com os seus palavrões e com seu humor esdrúxulo sem nenhum espaço para piadinhas xexelentas, mas sempre com um tiquinhozinho assim de fanfarronice sacanageira.

Foi-se Steven Beagle, Dona Máxima, Blondie Hammet, Edson Wander (Documento Trololó), Wallace Guilhermino (Jornal Jornal), Jacinto Figueira Croc (O Homem do Chinelo Rosa), Cláudio Ricardo, Suposto Filho do Capeta, Palhaço Gozo, Johnny Boganville, Policial Linhares / Pereira (dependendo do esquete), o fantástico bailarino Juan Soares, o Mestre do Karatê Paranaense Adilson Polloskki, Nêgo da Porra, entre outros inúmeros personagens...todos eles com uma graça única, porém havia aquele que como o Flautista de Hamelin conduzia os ratos, conduzia toda essa essência pastelona : Havia Renato.

E o que falar de Renato ? Ah, Renato...O retrato do mais íntimo desejo de cada um de nós de mandar tudo para aquele lugar no auge dos limites do estresse, o retrato da nossa vontade de ser malandro com aqueles que nos passam a perna e a vontade imensurável de nunca termos farpas na língua para xingar nossos melhores amigos Hermes quando percebemos que eles estão fazendo merda com eles mesmos e ao mesmo tempo, querendo ajudá-los...

E pensar que em 2008, eu conversava abertamente com ele pelo MSN quando o pessoal do Hermes & Renato estava preparando alguns episódios para o Tela Class...sempre gente fina, educado e receptivo com o cara...foi um dos poucos ídolos com os quais eu pude ter contato na vida.

Foi-se um dos maiores ídolos do humor brasileiro. Foi-se Renato...Foi-se Fausto Fanti : um dos maiores comediantes que já tive o prazer de ver nas telas de TV da falecida MTV Brasil nestas duas últimas décadas...o último integrante do Madame Machado finalmente foi para a Praia de Maresias.

Obrigado pelo seu humor escrachado que tanto me divertiu e me influenciou de certa forma durante uns bons doze anos da minha vida.

Palhaço Gozo, continue com a corrida das bigolinhas aí em cima.

Descanse em paz, Renato...Descanse em paz, Fausto Fanti...



"Hey little garçom, come here
 give me a glass of cachaça
 i want to stay very crazy
 but tonight you drink too much..."

Fausto Fanti (20/10/1978 - 30/07/2014)

terça-feira, 29 de julho de 2014

A vida é uma professora

Quando você tem dos 13 aos 16 anos de idade é a coisa mais normal lamentar-se por "dores do coração" e convenhamos, até hoje nos incomodamos a respeito de desilusões amorosas uma vez que outra (quem não ?).

Mas aí você anda nas ruas com 24 anos e enxerga pessoas sem pernas sentadas na calçada ou em cadeiras de rodas, pedindo por ajuda seja com qualquer quantia de dinheiro ou um "bom dia" dado por pura espontaneidade sua e percebe que seus problemas não são nada comparados com a situação de outras pessoas.

A vida muitas vezes é dura conosco, mas ao mesmo tempo ela pode ser uma excelente professora e nos faz agradecer por aquilo que já temos.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Eu não sou o Batman

Durante muito tempo da minha vida eu cheguei a cogitar que já havia muita maldade e falta de consideração no mundo e que não custava a ninguém fazer a diferença. Isso foi uma coisa que levei da minha infância até os dias de hoje. Sempre tentei tratar os outros como eu gostaria de ser tratado e havia prometido a mim mesmo nunca fazer aos outros o que eu não gostaria que fizessem comigo.

Mas há certos momentos em que tu se pergunta "até quando você é capaz de tolerar sapos das pessoas que no fundo tu observa que aproveitarão desta tua linha de raciocínio apenas para tirar vantagem própria ?"

E nem necessariamente algumas querem, só às vezes não sabem como retribuir...mas eu gosto mesmo de fazer as coisas pelos outros e nunca espero nada em troca. Só não gosto quando vira abuso.

No fim, as pessoas começam a condicionarem-se em esperar tudo pronto por ti, mas não entendem que muitas vezes tu tem as tuas limitações e isso até mesmo você tem que acabar descobrindo. Há duas coisas que paradoxalmente eu preciso aprender com uma certa urgência mas que levam muito tempo : A primeira é dizer "não" de vez em quando para as pessoas e a segunda é não me explicar demais para justificar meus receios de magoar alguém. Até porque nem todo mundo está preocupado em fazer algo sabendo se vai te machucar ou não...pelo menos não a curto prazo.

Preciso aprender também a me expressar quando sinto que as atitudes de alguma pessoa para comigo, não estão sendo justas por mais que eu deteste a possibilidade de conflitos e qualquer tipo de briga, seja com aqueles que prezo ou não. Preciso também aprender a dar as caras não só nos momentos nos quais sou conveniente para os outros, mas sim quando eu sentir que sejam da minha necessidade ou do meu interesse.

Como eu já disse uma vez, auto-estima não é uma coisa que se desenvolve 100% da noite para o dia e ela vai mais além do que enxergar suas qualidades e aceitar os seus defeitos. É também preciso conhecer seus limites para com os outros.

Nem sempre pode-se agradar gregos e troianos, ninguém é super-herói...e eu não sou o Batman...sou apenas mais um dentre os malucos deste mundo que gosto de ver como um colossal Asilo Arkham.

Eu sou Thiago Duarte e preciso lidar com o fato de que não preciso necessariamente ser um exemplo vinte e quatro horas para todos aqueles que me rodeiam, mas sim entender que as pessoas que realmente gostam de mim já se dão por satisfeitas com isso.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Poesias que escrevi nos anos 2000 #2

Tempo (2006)

Vão-se os dias como se vão as horas
lentas, sonolentas como nós a pensar
o quanto podemos fazer para que
a todas as pessoas, possamos agradar

Vai o dia e a noite vem
e pensamos em quem amamos tão bem
o que fazem, o que pensam, o que acham de nós
Pobres humanos, que vivem tão sós

Pobres humanos, também somos nós
que passamos a lutar incessantemente
por muitas coisas as quais um dia
teremos que deixar eternamente

Cabelos grisalhos começamos a ter
devido ao contínuo progresso da história
a qual nos deixa o único presente
de áureas recordações em nossa memória

Hoje, vão-se os dias como se vão as horas
rápidas, ágeis, como nós a lutar
pela felicidade de outras pessoas
as quais interminavelmente estamos a amar