Long Live Rock and Roll

Long Live Rock and Roll
Certa vez ouvi de um amigo que o Rock estava vivo de novo e então respondi : "Ele nunca morreu."
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domingo, 2 de novembro de 2014

Ocupação é a chave da Satisfaction

Não importa de que maneira, seja por finalidades laboriosas ou prazeirosas, ocupar a cabeça e o cotidiano com outras coisas é sempre a melhor forma de esquecermos pensamentos primariamente desagradáveis. Com o tempo, as vibrações vão melhorando, a vida vai se ajeitando e talvez ela não tome o rumo que você gostaria no exato momento, mas ela toma o rumo no qual você precisa estar inserido e que de certa forma melhor lhe serve até agora. "You can't always get what you want but if you try sometimes, you just might find you get what you need."

Entre palestras, redação de projetos e zoeiras noturnas no fim de semana, minha mente logo abstraiu a questão que me importunava nos últimos meses e agora ela já não faz mais tanta diferença. Como eu sempre digo, a vida é uma Coca-Cola quente e sem gás e algumas vezes cabe a nós procurarmos algum gelo para colocar nela. Estou aprendendo a otimizar o meu tempo de lazer e isso faz com que eu me sinta uma pessoa mais plena no que diz respeito ao meu bem-estar.

Agora consigo ler livros que não são necessariamente da minha área, voltei a tocar meu violão mais freqüentemente e tenho andado até confabulando a respeito de novos projetos musicais...e é sempre bom quando uma banda parceira me chama para subir no palco e mandar um Stones, apesar de eu ainda me encontrar em síndrome de abstinência do meu toca-discos que está em fase de conserto por mais de uma semana.

Diferentemente do senhor Jagger, estou conseguindo inúmeras satisfações e o melhor de tudo : elas vão além do sexo implícito em sua composição.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Sobre Escolhas

Nestes últimos dias de eleição me mantive decidido e consciente sobre em quem eu votaria e muitos que já haviam escolhido os seus candidatos, geralmente sendo eles os supostos três favoritos, me indagaram surpresos : "Mas Thiago, por que tu vais votar no Eduardo Jorge se ele não tem nenhuma chance ?"

Respondo para estes mesmos que eles podem estar muito enganados. Acredito que todos tem chance e que nenhuma minoria deve ser subestimada. Independente da já costumeira divisão de ideologias em esquerda ou direita, simpatizo com candidatos que muitas vezes, o povo não possui muito conhecimento dos seus feitos já realizados por confiarem em figurinhas já carimbadas na política brasileira independente de pra qual cargo elas disputaram em eleições.

"Mas por acaso depositar esperanças em alguém desconhecido não seria uma faca de dois gumes ?" - vocês poderiam me perguntar.

Se você for parar pra pensar, todas as escolhas que tomamos em nossa vida são uma faca de dois gumes...e a vida é feita dessas facas. Da escolha a qual curso estudar na faculdade, nas atitudes a serem tomadas em relacionamentos familiares e afetivos, na vida profissional e assim por diante.

A vida é feita de escolhas e do aprendizado que temos com elas. Para podermos aprender, além do dever de sermos curiosos, precisamos ter coragem. Se há êxitos, comemore. Se há falhas, aprenda com elas.


O importante mesmo é nunca termos dúvida do que o nosso coração sente e nas coisas pelas quais sempre acreditamos...e se um dia mudarmos nossos sentimentos e nossas ideologias, que isso seja feito por vontade própria sem medo de arriscar nas possibilidades de um futuro melhor e para os outros.

(Texto escrito na tarde do dia 06 de Outubro de 2014)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Sobre expectativas e imperfeições

Se algum dia eu ouvir algo do tipo "Ah Thiago, não achei que tu fosse assim." ou "Eu esperava mais de ti, pensei que tu fosse diferente.", só direi isso :

Se nem Jesus agradou a todos, quem sou eu para agradar todo mundo ?

Se as pessoas realmente gostam de ti, elas irão tentar compreender ou aceitarem a lidar com o que elas acham que são os seus pontos fracos ao invés de criarem inúmeras expectativas e ficarem idealizando 100% em torno da sua imagem ou de suas ideologias.

Nossas imperfeições nem sempre precisam ser corrigidas, pelo contrário, às vezes servem para que também possamos levar em mútuas ou maiores considerações, os nossos pontos fortes...e muitas vezes podem ser contrapontos ou complementos que talvez justifiquem o porquê de querermos conviver uns com os outros. São elas que nos tornam humanos e únicos à nossa maneira.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

As pessoas são como discos

Parando aqui para refletir, as pessoas são como discos...

Cada uma possui um ano de lançamento e suas próprias músicas sejam elas de curta ou longa duração.

Porém, muitos não estão interessados em ouvirem o lado B e acabam contentando-se apenas com os Greatest Hits.

Existem os discos "raros" que todo mundo procura, mas ninguém sabe o valor que eles tem.
Existem os discos comuns que as pessoas acham por aí, ouvem algumas vezes e depois enjoam.
E tem discos que ninguém quer ouvir por julgarem a capa.
E tem discos que a capa tem uma arte maravilhosa mas o som é uma porcaria.
E tem discos que são ouvidos, mas ninguém os cuidam.
Há discos que ficam guardados nas prateleiras pegando pó e ninguém aparece para dar uma limpadinha de vez em quando.
O resultado são os arranhões. Alguns superficiais e outros bem profundos em partes de músicas que ficam fadadas a repetir e repetir...

E os colecionadores não percebem que também são discos...e vice-versa...

terça-feira, 29 de julho de 2014

A vida é uma professora

Quando você tem dos 13 aos 16 anos de idade é a coisa mais normal lamentar-se por "dores do coração" e convenhamos, até hoje nos incomodamos a respeito de desilusões amorosas uma vez que outra (quem não ?).

Mas aí você anda nas ruas com 24 anos e enxerga pessoas sem pernas sentadas na calçada ou em cadeiras de rodas, pedindo por ajuda seja com qualquer quantia de dinheiro ou um "bom dia" dado por pura espontaneidade sua e percebe que seus problemas não são nada comparados com a situação de outras pessoas.

A vida muitas vezes é dura conosco, mas ao mesmo tempo ela pode ser uma excelente professora e nos faz agradecer por aquilo que já temos.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Eu não sou o Batman

Durante muito tempo da minha vida eu cheguei a cogitar que já havia muita maldade e falta de consideração no mundo e que não custava a ninguém fazer a diferença. Isso foi uma coisa que levei da minha infância até os dias de hoje. Sempre tentei tratar os outros como eu gostaria de ser tratado e havia prometido a mim mesmo nunca fazer aos outros o que eu não gostaria que fizessem comigo.

Mas há certos momentos em que tu se pergunta "até quando você é capaz de tolerar sapos das pessoas que no fundo tu observa que aproveitarão desta tua linha de raciocínio apenas para tirar vantagem própria ?"

E nem necessariamente algumas querem, só às vezes não sabem como retribuir...mas eu gosto mesmo de fazer as coisas pelos outros e nunca espero nada em troca. Só não gosto quando vira abuso.

No fim, as pessoas começam a condicionarem-se em esperar tudo pronto por ti, mas não entendem que muitas vezes tu tem as tuas limitações e isso até mesmo você tem que acabar descobrindo. Há duas coisas que paradoxalmente eu preciso aprender com uma certa urgência mas que levam muito tempo : A primeira é dizer "não" de vez em quando para as pessoas e a segunda é não me explicar demais para justificar meus receios de magoar alguém. Até porque nem todo mundo está preocupado em fazer algo sabendo se vai te machucar ou não...pelo menos não a curto prazo.

Preciso aprender também a me expressar quando sinto que as atitudes de alguma pessoa para comigo, não estão sendo justas por mais que eu deteste a possibilidade de conflitos e qualquer tipo de briga, seja com aqueles que prezo ou não. Preciso também aprender a dar as caras não só nos momentos nos quais sou conveniente para os outros, mas sim quando eu sentir que sejam da minha necessidade ou do meu interesse.

Como eu já disse uma vez, auto-estima não é uma coisa que se desenvolve 100% da noite para o dia e ela vai mais além do que enxergar suas qualidades e aceitar os seus defeitos. É também preciso conhecer seus limites para com os outros.

Nem sempre pode-se agradar gregos e troianos, ninguém é super-herói...e eu não sou o Batman...sou apenas mais um dentre os malucos deste mundo que gosto de ver como um colossal Asilo Arkham.

Eu sou Thiago Duarte e preciso lidar com o fato de que não preciso necessariamente ser um exemplo vinte e quatro horas para todos aqueles que me rodeiam, mas sim entender que as pessoas que realmente gostam de mim já se dão por satisfeitas com isso.